Lateral Esquerda: A Vitória da Regularidade sobre o Momento
Para a lateral esquerda, nossa filosofia é clara: buscamos quem tem saúde física, equilíbrio tático e, acima de tudo, constância. Chega de convocar por gratidão ou por lampejos de poucos jogos.
Glauber Bertagna
Colunista Olheiro Certo
Dando sequência à nossa análise, chegamos ao setor que tem sido o "calcanhar de Aquiles" da Seleção. Para a lateral esquerda, nossa filosofia é clara: buscamos quem tem saúde física, equilíbrio tático e, acima de tudo, constância. Chega de convocar por gratidão ou por lampejos de poucos jogos.
Lateral Esquerda: A Vitória da Regularidade sobre o Momento
Dando sequência à nossa análise, chegamos ao setor que tem sido o "calcanhar de Aquiles" da Seleção. Para a lateral esquerda, nossa filosofia é clara: buscamos quem tem saúde física, equilíbrio tático e, acima de tudo, constância. Chega de convocar por gratidão ou por lampejos de poucos jogos.
1. Os Escolhidos: O Equilíbrio entre Artilharia e Precisão
Luciano Juba (Bahia): O dono da nossa primeira vaga por mérito de longo prazo. Juba é o lateral-artilheiro com impressionantes 6 gols na temporada e 1,4 cruzamentos certos por jogo. O que consolida sua convocação é a eficiência defensiva: ele lidera a nossa lista com a maior média de cortes (5,0 por partida), provando que sua regularidade no Bahia não é por acaso.
Douglas Santos (Zenit): A segunda vaga fica com a segurança técnica. Com a maior nota Sofascore da nossa análise (7,22), Douglas apresenta uma taxa de acerto de 67,8% nos duelos ganhos pelo chão e uma média de 3,9 passes longos por jogo. Ele é o veterano que oferece a precisão necessária para ditar o ritmo de jogo à distância.
2. A "Grife" que não entrega: O peso do nome
Alex Sandro (Flamengo): O maior exemplo de que currículo não garante performance. Com nota 6,69, ele tem zero gols e zero assistências em 11 jogos. Com apenas 0,5 interceptações por partida, apresenta um futebol burocrático que não justifica uma vaga.
Renan Lodi (Atlético-MG): Entregando pouco para o status que possui (nota 6,74). Não criou nenhuma grande chance na temporada e seus números defensivos (1,3 desarmes) são discretos.
Carlos Augusto (Inter de Milão): Vive do status europeu, mas a falta de ritmo é evidente, atuando apenas 48 minutos por partida.
3. As Promessas e o Radar
Cuiabano (Vasco da Gama): Vive um início avassalador com 4 assistências em 9 jogos e nota 7,12. É um nome de enorme potencial, mas que ainda precisa provar essa entrega ao longo de uma temporada inteira para desbancar a regularidade de Juba.
Kaiki Bruno (Cruzeiro): Mostra potencial criativo com 6 grandes chances criadas, mas a nota 6,64 denuncia a instabilidade típica da idade.
Juninho Capixaba (Bragantino): Mantém a regularidade (nota 6,99), mas perde para Juba no poder de decisão ofensiva.
Veredito:
Abrimos mão do status de Alex Sandro e da fase inicial de Cuiabano para apostar na consistência de Luciano Juba e na precisão cirúrgica de Douglas Santos.
Vagas preenchidas:
Luciano Juba (Artilharia, Regularidade e Senso de Cobertura)
Douglas Santos (Experiência técnica e Segurança)